sábado, 26 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Pobreminhas de mulher (maravilha)
(mini conto, por Laura Fraiz)
Era mais um dia pacato na pacata cidadela de São Paulo: os moradores andavam felizes e sorridentes pelas ruelas organizadas, belas e cheirosas de sua amada Sampa,
quando o GIGANTE, MAL CHEIROSO e MEDONHO GUINIS, filho de Winis, o fabricante de rodas, começa a atrapalhar a paz da cidade e a espalhar caos e terror por entre os jardins bem cuidados da mesma.
Arranca flores, destrói parquinhos de inocentes crianças, cutuca o nariz e joga as cacotas verde-musgo em velhinhas tricotando, entre outras muitas bárbaras barbaridades!
Oh, quem poderia acudir os cidadãos tão bem intencionados de nossa idolatrada cidade?
E é quando todos menos esperam, que nossa pomposa super-heroína surge, bela como uma camela, esbanjando purpurinísse e elegância, para SALVAR O DIA!
"Ohhhh, a MULHER MARAVILHA!", vibra a população encantada (reles mortais).
Ela então golpeia Guinis, com sua letal colher de pau, na fuça e nas bochechas rosadas! Mas OH! Agora é a aparentemente invencível Mulher Maravilha que fica com cara de rosbife malpassado!
Parece que nem toda sua maravilhosa maravilha consegue driblar as funções biológicas da fêmea mamífera.
Nossa venerável heroína abandona a batalha e retorna fulminantemente aos seus aposentos, para dar conta do estrago causado em suas nobres vestes felpudas, deixando Guinis, e a população, chocados com seu repentino e inesperado sumiço.
FIM.
Arranca flores, destrói parquinhos de inocentes crianças, cutuca o nariz e joga as cacotas verde-musgo em velhinhas tricotando, entre outras muitas bárbaras barbaridades!
Oh, quem poderia acudir os cidadãos tão bem intencionados de nossa idolatrada cidade?
E é quando todos menos esperam, que nossa pomposa super-heroína surge, bela como uma camela, esbanjando purpurinísse e elegância, para SALVAR O DIA!
"Ohhhh, a MULHER MARAVILHA!", vibra a população encantada (reles mortais).
Ela então golpeia Guinis, com sua letal colher de pau, na fuça e nas bochechas rosadas! Mas OH! Agora é a aparentemente invencível Mulher Maravilha que fica com cara de rosbife malpassado!
Parece que nem toda sua maravilhosa maravilha consegue driblar as funções biológicas da fêmea mamífera.
Nossa venerável heroína abandona a batalha e retorna fulminantemente aos seus aposentos, para dar conta do estrago causado em suas nobres vestes felpudas, deixando Guinis, e a população, chocados com seu repentino e inesperado sumiço.
FIM.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Escolhas
Decidi fazer tirinhas com os episódios da nossa vida cotidiana. A realidade é muito mais engraçada do que a ficção. Nesta primeira tirinha, Soledad se debate entre a amizade e a propriedade. E traduzindo, Badeu é como ela decidiu chamar o amigo Tadeu, filho do meu querido camarada Eder Camargo. Enjoy it.
(clique pra ampliar, se for necessário)
(clique pra ampliar, se for necessário)
domingo, 6 de fevereiro de 2011
destilado um
um suspiro no nada
paro e procuro.
três pedras pretas
opacas.
cortina caída
um lenço florido largo.
passos.
a ululante preocupação de mamãe
restos de café na caneca
frutas caramelizadas.
um nada que se espanta
e se agarra...
eu não entendo esse nada
eu só quero você.
Laura.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Mamãe, quero ser uma lixeira!
Levando a Soledad na escola, paramos no sinal vermelho justo atrás do caminhão de lixo. Aborreci e bufei imediatamente pela desgraça alcançada, cedo de manhã. Sole ficou radiante e feliz, pois o caminhão era verde maçã, e os lixeiros estavam em plena ação, pegando um monte de sacos e caixas do chão. O sinal abriu e decidimos não ultrapassar, pra ficar olhando o trabalho dos caras. Eles riam, enquanto carregavam os pesados fardos de sujeira. Então o monstro abriu a boca e mastigou tudo, abriu a boca novamente e pediu mais. Altas emoções dentro do carro, ao ver todo esse lixo sendo engolido com tanta fome.
Sinal abriu, entramos na avenida novamente e eu escuto:
Mamãe, eu quero ser forte como eles, me vestir de laranja como eles. Quando crescer, eu quero ser lixeira!
Sinal abriu, entramos na avenida novamente e eu escuto:
Mamãe, eu quero ser forte como eles, me vestir de laranja como eles. Quando crescer, eu quero ser lixeira!
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Fazer das tripas coração
Quando estamos no meio de uma briga, que vira um ataque de risadas, que faz a gente cair no chão numa mistura de alegria, raiva e cumplicidade, a gente sempre fala que devia ter uma câmera gravando tudo isso. E começamos imaginar inclusive a cara de pessoas específicas do nosso entorno, ouvindo as barbaridades que saem das nossas mentes pitorescas. Aqui em casa o ritmo é intenso. Conviver três mulheres de três gerações diferentes pode ser uma tarefa extravagante, para usar um adjetivo qualquer; porque na verdade, nós podemos ser tudo, ou quase tudo, em apenas uma tarde.
Finalmente decidimos nos jogar na rede. Só para escolher o design e definir o título da primeira postagem houve umas 3 brigas, 18 bufadas, 9 viradas de olho e um arranhão no braço. Na hora de apertar o botão "publicar postagem" falei pra Laura, 'te amo', e ela me respondeu, 'Hoje você fez coisas que vão ficar guardadas para sempre na minha pasta Raiva'.
Vai vendo, pessoal.
Finalmente decidimos nos jogar na rede. Só para escolher o design e definir o título da primeira postagem houve umas 3 brigas, 18 bufadas, 9 viradas de olho e um arranhão no braço. Na hora de apertar o botão "publicar postagem" falei pra Laura, 'te amo', e ela me respondeu, 'Hoje você fez coisas que vão ficar guardadas para sempre na minha pasta Raiva'.
Vai vendo, pessoal.
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